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A inflação e a taxa de juros pelo COPOM em 2023

O Banco Central Brasileiro projeta uma redução gradual da taxa de juros SELIC nos próximos meses, garantindo a atividade econômica e estimulando o crescimento sustentável. Essa estratégia está alinhada com a atual conjuntura econômica, que apresenta sinais de recuperação e estabilidade.


As expectativas do Banco Central para 2023, 2024 e 2025 apontam para um processo de flexibilização monetária cauteloso, considerando tanto os indicadores macroeconômicos quanto os cenários internacionais. A tendência é que provoquem cortes graduais na SELIC, em consonância com as perspectivas de crescimento da economia.


No entanto, é importante ressaltar que a trajetória da taxa de juros SELIC está sujeita a ajustes e revisões periódicas, de acordo com a evolução dos fundamentos científicos e a estabilidade dos preços. O Banco Central busca um equilíbrio entre o estímulo à atividade econômica e a manutenção da preservação dentro das metas protegidas.


Portanto, embora se espere uma redução gradual da taxa de juros SELIC nos próximos anos, é necessário acompanhar de perto os indicadores de ansiedade e as decisões do Banco Central para uma análise mais precisa das tendências futuras.


Conforme notícia* publicada no portal gov.br em 03 de maio de 2023 (18:46 hs), o cenário doméstico e o conjunto dos indicadores mais recentes de atividade econômica seguem desacelerando conforme esperado pelo Copom. A inflação ao consumidor, assim como suas diversas medidas de inflação subjacente, segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. 


O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; (ii) a incerteza ainda presente sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional e, de forma mais relevante para a condução da política monetária, seus impactos sobre as expectativas para as trajetórias da dívida pública e da inflação, e sobre os ativos de risco; e (iii) uma desancoragem maior, ou mais duradoura, das expectativas de inflação para prazos mais longos. 


Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local; (ii) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada, em particular em função de condições adversas no sistema financeiro global; e (iii) uma desaceleração na concessão doméstica de crédito maior do que seria compatível com o atual estágio do ciclo de política monetária.


* https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/17886/nota (acesso em 17/05/2023 às 09:40 hs).

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